A Caimera é uma empresa de hardware dedicada a provar que uma imagem veio realmente de uma câmara num lugar e num momento concretos. A sua proposta combina encriptação ao nível do hardware com ancoragem descentralizada, para que fotos e vídeos possam ser verificados mais tarde por qualquer pessoa, sem depender da palavra de quem os captou. A empresa situa-se no cruzamento entre hardware de captura, criptografia aplicada e padrões de proveniência para conteúdos visuais.
O catálogo público resume-se por agora a um único produto, a CAIM 1 (Counter Artificial Intelligence Machine 1), uma câmara em fase de protótipo com sensor Micro Quatro Terços, montagem E nativa e ecrã tátil de 4,3 polegadas. A empresa trabalha com parceiros de hardware — Tropic Square para o elemento seguro TROPIC01, Noctua para o arrefecimento ativo e Prusa para o chassi — e acompanha o corpo com um serviço de verificação, recibos criptográficos e uma opção de montagem Micro Quatro Terços para reaproveitar óticas existentes.
Para fotógrafos e realizadores, a Caimera ataca um problema cada vez mais concreto: demonstrar que um material é original num ambiente saturado de imagens geradas. A sua relevância depende de a câmara chegar à produção, de existir um verificador aberto e de se esclarecer a licença da montagem E. Até lá, convém ler a proposta como uma linha de produto em desenvolvimento, ainda sem preço nem data de venda confirmados.